Saindo da estação do metrô, em frente a um MÉC Donaldi, vejo um rato. Era tarde da noite. Ele devia estar fazendo sua caminhada noturna. A estação está em construção/reforma. Afinal, é Berlin e há sempre algo em construção ou reforma nessa cidade.

Eis que me distraio com o meu caminho, quando passa por mim uma raposa. O rato estava em sua boca (ou na boca dela). Ela se esquivava dos escombros e material de construção, até encontrar o caminho para o parque de onde deve ter saído.

Por um instante, pensei em como a vida é passageira. Num minuto o rato se deliciava com alguns restos mecdonaldianos. No outro, virou janta de uma raposa.

Depois pensei em como é a natureza. Dona Raposa sobrevivendo na vida selvagem de uma cidade cosmopolita. Fiquei sem saber quem era mais selvagem.

Aí, eu também, desviando dos escombros e áreas de proteção, pus-me ao caminho de casa, filosofando:

Ainda bem que eu não era nem o rato, nem a raposa.

 

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